~ Sou contrária a normalidade.Percorro a rua vazia às avessas, de costas, andando na contra-mão, sigo o fluxo dos meus sentimentos: oposta e clandestina. Meu corpo caminha enquanto eu esqueço meus sentidos em alguns olhares, converso comigo, me monitoro. Já é tanta a repressão que acabei encolhendo, meu sorriso é medido e meus olhos não abrem mais, não como antes, não como eu gostaria. É assim que me reconheço.A minha cautela é a minha ruína. E no meio da rua eu paro. Destruo a convenção dos meus pensamentos, os pré-conceitos de como deveria me comportar e viver, meus sonhos, meu futuro. A saída eu não sei ao certo, mas não é a resignação ou obediência aos que não pensam em mim, o meu futuro incerto nas mãos de quem não me entende e me olha com os olhos do que eu fujo e me escondo – estou, desde início, do lado oposto. E nesse lado que preciso me manter e guiar até transformar o futuro num lugar onde eu queira estar...
( alastras, eu acho...mas da Debora lopes.)
Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial
0 comentários:
Postar um comentário